Home Noticias Reunião no HULW aprova encaminhamentos de luta contra MP 520

Reunião no HULW aprova encaminhamentos de luta contra MP 520

O debate promovido pelo SINTESPB  nesta terça-feira pela manhã, no auditório do HULW, para discutir a Medida Provisória 520, baixada pelo então presidente Lula, no último dia de sua gestão, criando a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, vinculada ao MEC, reuniu servidores, docentes e gestores, onde todos se posicionaram contrários à medida.

A mesa  do evento foi formada pelo presidente do SINTESPB Rômulo Xavier, que coordenou os trabalhos, o presidente da ADUFPB, Jaldes Menezes, o superintendente do HU de João Pessoa João Batista da Silva, a diretora do Centro e Ciências da Saúde Margareth Formiga, o diretor do SINTESPB e representante dos servidores no Conselho da GEAP, Severino Ramos de Santana e o diretor da FASUBRA, Marcelino Rodrigues.

O primeiro a fazer uso da palavra foi o presidente da ADUFPB, Jaldes Menezes que ao analisar  a MP 520 disse que sua instituição foi um golpe à autonomia universitária, ao acabar com a independência na gestão dos HUs, “é uma forma de legalizar a terceirização, é uma luta importante a ser empreendida”, explicou.

Já a diretora do CCS, professora Margareth Formiga, disse que o projeto é maléfico, mas como o próprio nome traduz é apenas uma medida provisória que tem efeito de lei, mas com prazo de validade e para ser implementado precisa da anuência da sociedade. “Nós não vamos deixar que isso seja aprovado de goela abaixo, vamos lutar até o fim”, revelou.

O superintendente do HULW, João Batista da Silva, revelou que essa foi a forma simplista encontrada pelo Governo Federal para solucionar e repor a força de trabalho nos HUs, que está sem realizar concurso público  há muito tempo. “Eu vejo que a essa medida veio para a gente engolir sem pensar na digestão. Se a gente tem que lutar temos que começar o mais rápido possível”, declarou o superintendente.

Para o diretor o SINTESPB, Severino Ramos, a medida veio cassar a gestão dos hospitais e veio privatizar por cima, mas concorda com a diretora do CCS que  a luta histórica dos trabalhadores não vai permitir que esse ato de traição seja aprovado. A mesma posição foi defendia pelo representante da FASUBRA, que acredita também no poder da resistência.

O Coordenador do Curso de Medicina, professor Severino Ramos, disse que o projeto não quebra a autonomia da universidade ele apenas orienta então uma das primeiras providências a ser tomada é perguntar aos reitores a sua posição, pois se eles não adotarem a MP nada poderá ser feito.

No final do debate, foram aprovados vários encaminhamentos sendo o primeiro; uma audiência das entidades presentes com o reitor Rômulo Polari; reunião do conselho deliberativo do HU, marcada para 17 de fevereiro; desencadear ma ação política junto às entidades federais (FASUBRA, ANDES, UNE e CENTRAIS SINDICAIS) contra essa medida; buscar o apoio das bancadas parlamentares em Brasília para votar contra o projeto, com mobilização já na posse dos deputados e senadores em Brasília, prevista para a primeira quinzena de fevereiro, entre outras.